Criada para combater um dos mais graves crimes ambientais da época – a caça indiscriminada do jacaré –, a Polícia Militar Ambiental (PMA) celebra hoje 38 anos de história, quase quatro décadas de dedicação e compromisso com a proteção ambiental em Mato Grosso do Sul.
Após o sucesso na missão inicial, que durou cerca de 10 anos, a PMA direcionou seus esforços para o planejamento estratégico contra a pesca predatória. O efetivo foi alocado em locais onde a pesca predatória, era mais intensa, superando desafios logísticos e estruturais para garantir a preservação da ictiofauna local. Exemplo disso são os postos avançados como Serra do Amolar, São Lourenço, Manga, Taquari e a recentemente reformada unidade da Barra do Aquidauana.
NOVOS DESAFIOS DA FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL
Atualmente, além da fiscalização das belezas naturais do Pantanal, a PMA também acompanha de perto o desenvolvimento econômico e a industrialização do sul do estado. Os cinco maiores produtores agropecuários de Mato Grosso do Sul – Dourados, Maracaju, Ponta Porã, Rio Brilhante e Sidrolândia – juntos somam um PIB de R$ 18,9 bilhões, sendo que a agropecuária representa 21% desse total. Essas cidades geram mais de 97 mil empregos formais e se destacam com índices de desenvolvimento humano elevados. (Fonte- Famasul)
Diante dessas transformações, a PMA também evoluiu, agora estruturada como um Grande Comando de Policiamento Ambiental. Com sede na capital e dois batalhões operacionais, a instituição está organizada de forma estratégica: o 1º BPMA, sediado em Campo Grande, atua na Bacia do Paraguai, enquanto o 2º BPMA, com sede em Dourados, é responsável pela Bacia do Paraná. Com um efetivo de quase 400 homens e mulheres distribuídos por todo o estado, a presença da PMA garante não apenas segurança, mas também o respeito às normas ambientais, assegurando um crescimento sustentável.
PROJETOS SOCIOAMBIENTAIS
Ao longo de seus 38 anos, a PMA expandiu suas ações para além da fiscalização ambiental, desenvolvendo projetos socioambientais de grande impacto. Um dos maiores exemplos é o Projeto Florestinha, que há 33 anos contribui para a formação de jovens comprometidos com o meio ambiente e a sociedade. Atualmente, além de Campo Grande, o projeto está presente em Três Lagoas, Costa Rica, Amambai e Corumbá, atendendo cerca de 300 crianças e adolescentes por ano. Após receberem capacitação de professores e policiais ambientais, os participantes tornam-se multiplicadores do conhecimento, ministrando palestras e promovendo a conscientização ambiental.
Outra iniciativa de destaque é o Projeto Expedição de Educação Ambiental no Pantanal, realizado pela 2ª Companhia de Corumbá. Em 2024, a expedição chegou à sua 9ª edição e recebeu reconhecimento estadual, sendo premiado em Brasília como a melhor iniciativa de segurança pública do Mato Grosso do Sul. A iniciativa atende populações ribeirinhas e escolas rurais, promovendo educação ambiental em parceria com órgãos públicos e privados.
TECNOLOGIA A SERVIÇO DO MEIO AMBIENTE
A modernização é um dos pilares atuais da PMA, que investe constantemente em tecnologia para aprimorar a fiscalização ambiental. O Núcleo Técnico Ambiental, com sede em Campo Grande, é composto por uma equipe multidisciplinar de policiais com formação técnica, cuja missão é orientar as equipes de campo para uma fiscalização mais eficaz e otimizada.
O próximo desafio é a expansão de novos núcleos em unidades estrategicamente localizadas, como já ocorre em Bonito. Essa descentralização visa aprimorar os serviços e atender de forma mais eficiente a crescente demanda por fiscalização e proteção ambiental.
38 ANOS DE DEDICAÇÃO E COMPROMISSO
Da vastidão do Pantanal às novas fronteiras do agronegócio e da industrialização, a Polícia Militar Ambiental construiu uma trajetória marcada pela coragem, dedicação e compromisso com a proteção dos recursos naturais de Mato Grosso do Sul. Diante dessas transformações, o Comandante do Policiamento Ambiental, Coronel José Carlos Rodrigues , ressalta “Somos mais do que uma instituição de controle ambiental, somos um exemplo de renúncia e excelência na preservação, assegurando que o desenvolvimento do estado ocorra de forma sustentável e responsável, garantindo um futuro melhor para as próximas gerações”. (Texto: Ascom 1º BPMA).