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TCE-MS promove palestra sobre a importância da doação de órgãos


"No Brasil, 43% das famílias dizem não para a doação de órgãos e 12 mil pessoas vem a óbito por falta de doação. No ano passado (2017), em Mato Grosso do Sul, doze pessoas que eram cadastradas foram compatíveis para doar medula óssea, só que infelizmente, essas doze disseram não e em consequência disso, as doze pessoas que precisavam da doação perderam suas vidas", destacou Carlos Rezende, o conhecido professor Carlão, na palestra "História de um Transplantado", nesta sexta-feira (28) no auditório da ESCOEX.

Após ter encontrado um doador compatível em agosto de 2016 e vencer a batalha contra a aplasia medular, professor Carlão luta para conscientizar a sociedade em relação à importância da doação de órgãos. Para isso, Carlão conta com a ajuda de amigos e parceiros, que fazem parte do Instituto Sangue Bom. "Hoje temos profissionais das mais diversas áreas, que dispõem um pouco de seu tempo, ou talento, para ajudar, são médicos, dentistas, advogados, administradores, jornalistas, publicitários, estudantes, professores, aposentados, donas de casa, funcionários públicos, políticos, voluntários, que participam de ações, visitam pacientes em seus leitos, com a finalidade de transmitir amor e apoio às pessoas que estão lutando pela vida".

Além de contar sua história o professor destacou que, atualmente, as pessoas vivem em um mundo onde a tecnologia é primordial e vital para a realização de diversas atividades, profissional ou afetiva, uma ferramenta que tem deixado seus usuários mais insensíveis e até mesmo superficiais ao sofrimento alheio.

"Para que tenham uma ideia do que estou falando, o site do Instituto Sangue Bom alcança semanalmente cerca de 30 mil a 35 mil visualizações, e, mesmo com esse grande número de acessos, já para a doação de sangue conseguimos em torno de 50, 70, 100 pessoas em uma semana. Então o grande desafio é transformar o virtual em real, o compartilhamento em real, a curtida em real, e para conseguirmos isso, é necessário que seja dado o primeiro passo, que é sair da zona de conforto", revelou.

Na palestra, Carlão ainda alertou porque é importante ser um doador. "Além do doador se cadastrar é necessário que o mesmo avise a família sobre a sua decisão, pois quem vai autorizar essa doação após o falecimento, é a família, e nesse caso, com seus órgãos, um doador pode salvar até oito vidas", finalizou.

Para saber mais sobre a doação de órgãos e ser um colaborador do Instituto Sangue Bom, acesse http://www.institutosanguebom.com.br/

O Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos ocorre em 27 de setembro. Mas este mês já está se consolidando por todo o país como o mês da doação de órgãos e passou a ser denominado Setembro Verde.

O objetivo da campanha é conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos. O Setembro Verde, realizado em todo o país, incentiva o debate sobre a doação e o transplante de órgãos. (Texto: Olga Mongenot – Ascom TCE-MS).


Fonte: Olga Mongenot - Ascom TCE-MS