Segunda-Feira, 24 de Junho de 2019    Responsável: Jota Oliveira    Fone: 67 9988-5920

Cesta Básica de maio tem queda acentuada nos preços


Pesquisa da UFGD indicou queda acentuada de preços nas cestas básicas. (FOTO: Divugação)

 

O valor da Cesta Básica do mês de maio/2019, comparado com o mês de abril/2019, apresentou uma queda dos seus preços que foi de 8,45%, é o que constata a pesquisa realizada pelos acadêmicos do curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), que foi realizada na última semana do mês de maio e primeira semana de junho.

Os produtos que compõem a Cesta Básica conforme o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), de acordo com a Lei Nº 399 que estabelece o salário mínimo, são açúcar, arroz, banana, batata, café, carne, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão-francês e tomate. Os preços da Cesta Básica de abril/2019 com estes produtos ficaram em R$ 429,95 o que significa 43,08% do salário mínimo que foi de R$ 998,00. E no mês de maio/2019, o trabalhador douradense teve que destinar uma quantia inferior a isso para a compra dos produtos componentes da Cesta Básica que foi de 393,62 reais, isso equivale a 39,44% do salário mínimo vigente para o país que é de 998,00 reais.

Em nível nacional, no mês de Maio, São Paulo registrou o maior preço da cesta básica entre as capitais estaduais do país, foi de R$ 507,07 e pelo quinto mês seguido, já a capital gaúcha, Porto Alegre, foi a segunda capital mais cara com R$ 496,13. E a terceira capital onde a cesta esteve mais elevada foi em Rio de Janeiro com 492,93 Reais. Estas duas últimas capitais citadas mais São Paulo apresentaram a Cesta mais elevada desde o mês de Março deste ano também.

Os menores preços no mês de maio foram verificados em Natal (Rio Grande do Norte), cujo preço da Cesta foi de R$ 406,07; quem registrou o segundo menor preço da Cesta Básica no país foi a capital paraibana, João Pessoa, com 403,57 reais e, com o menor preço da Cesta Básica no mesmo mês foi registrado na capital baiana, Salvador, com R$ 392,97 e pelo quarto mês seguido. Observamos que os menores preços foram praticados nas capitais da Região Nordeste do país. No mês de Maio/2019, os preços da cesta básica diminuíram em 13 capitais estaduais do país das 17 onde são realizadas a pesquisa, conforme verificamos no registro do DIEESE. Um sinal de que os preços voltaram ao equilíbrio após uma aceleração nos primeiros três meses no ano.

Se comparado com a capital do Estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, o preço da Cesta no mês de maio foi de R$ 423,97; portanto, maior que a de Dourados. Dessa vez, os preços da Cesta Básica douradense superou apenas os preços verificados na capital baiana, Salvador.

A partir da Constituição Federal de 1988, o trabalhador brasileiro deve trabalhar 220 horas mensais, com isso, no mês de abril/2019, um trabalhador douradense para pagar a Cesta Básica tinha de trabalhar 94 horas e 47 minutos. Já no mês de maio/2019, este mesmo trabalhador precisou de um tempo bem inferior para comprar alimentos que foi de 86 horas e 46 minutos, isto representou um ganho do poder de compra do salário. Esse ganho ocorreu devido à queda dos preços da Cesta Básica em Dourados no mês de maio/2019.

Dos 13 produtos que compõem a Cesta Básica, somente 5 apresentaram um aumento de preços no mês de maio em Dourados. O produto que teve a maior elevação do mês foi o leite com 2,38%; o arroz com 1,70%; a farinha de trigo com 0,51% de aumento. Os outros produtos que apresentaram uma elevação de preços foram o pão-francês com 0,41%; e o café com 0,11% de aumento dos seus preços. Destacamos que no mês de maio, apesar de cinco produtos terem aumentado de preços, esses foram pouco expressivos já que o produto que teve maior aumento, caso do leite, foi de 2,38% e o menor, como foi o caso do café foi de apenas 0,11%.

E oito produtos diminuíram de preços no mês de maio, estes foram: a batata com 23,90%; a banana com 22,82% de queda e pelo segundo mês seguido. Outros produtos que tiveram queda de preços foram o tomate com 21,37% menor, o feijão com 19,58% de queda também pelo segundo mês seguido após uma forte elevação nos primeiros três meses. A carne com 1,92% de queda dos seus preços; óleo de soja com uma queda de preços de 1,52%; margarina 1,24% e o açúcar com uma leve queda de 0,16%.

Destacamos que no mês de maio, a queda de preços tanto da carne como do tomate, produtos estes que têm um peso muito elevado na composição dos preços da Cesta Básica douradense, corroboraram para a queda de preços da Cesta Básica em nosso município. Só estes dois representam 50,49%, ou seja, um pouco mais da metade, especificamente, o tomate teve uma queda acentuada dos seus preços no mês de maio comparado com o mês de abril. O que nos deixou mais tranquilo dentro da estabilidade de preços na economia foi a queda de preços na maior parte das capitais brasileira da Cesta Básica, um indicador muito relevante e que sinaliza um equilíbrio de preços em outros setores da economia. Exceção seja feita para o petróleo que tem um parâmetro internacional para a composição dos seus preços.

A surpresa negativa do mês e maio, foi a constatação de que apesar com a queda dos preços dos produtos da Cesta Básica, a diferença de preços entre um Supermercado e outro foi muito expressivo, por isso, enfatizamos nossa sugestão aos consumidores douradenses de que vale a pena a pesquisa nos diversos supermercados. Apresentamos a diferença de preços entre o supermercado que praticou o preço mais elevado que chegou a R$ 449,76 e o menor com 355,31 reais com os mesmos produtos; isto representa uma diferença de R$ 94,45, ou seja, 26,58% menor, um ganho que consideramos compensa o sacrifício de percorrer vários estabelecimentos. Outra sugestão que fazemos é a de verificar também os levantamentos realizados pelo PROCON do nosso município, porque o método adotado por esta instituição é a de comparar os preços praticados por cada estabelecimento e dar a publicidade esta pesquisa identificando cada Supermercado com os respectivos produtos.

Conforme o DIEESE, e levando em consideração a determinação da Constituição Nacional que estabelece o valor do salário mínimo deve ser suficiente para cobrir as despesas do trabalhador brasileiro e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Dessa maneira, em abril de 2019, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 4.385,75, isso significa 4,39 vezes mais do que o mínimo vigente que foi de R$ 998,00. E no mês de maio/2019, o salário mínimo necessário estava em 4.259,90 isto representa 4,27 vezes do salário praticado naquele mês. Assim, no mês de maio/2019, o trabalhador brasileiro teve um ganho do poder de compra do seu salário se comparado com o mês de abril/2019.

Maiores informações da pesquisa no curso de Ciências Econômicas da Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE/UFGD), com o professor Enrique Duarte, pelo telefone: 67-9-9995-7342. (Texto: Ascom UFGD).

 


Fonte: Ascom UFGD