Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019    Responsável: Jota Oliveira    Fone: 67 9988-5920

Justiça suspende lista tríplice e UFGD terá nova eleição


O Ministério da Educação já tinha devolvido a lista no mês passado e determinado nova eleição. Agora decisão é da Justiça Federal
Sede da reitoria da UFGD. (FOTO: Divulgação)

 

A 1ª Vara Federal de Dourados acatou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) em Dourados (MS) e determinou liminarmente a suspensão da lista tríplice para os cargos de reitor e vice-reitor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), enviada para o Ministério da Educação. Um novo processo eleitoral para escolha dos candidatos deverá ser realizado pela Universidade, a fim de se definir os nomes que serão encaminhados ao Ministério da Educação e, subsequentemente, ao presidente da República, para a definição dos cargos. O MPF ajuizou Ação Civil Pública, com pedido de liminar, após serem constatadas irregularidades no processo de escolha dos nomes para a lista tríplice.

A eleição na UFGD foi realizada em duas fases: na primeira, foi ouvida a comunidade acadêmica, que inclui os alunos. Na segunda, houve a votação pelo Colégio Eleitoral da Universidade, composto em sua maioria por professores. O MPF apurou que todos os professores candidatos se comprometeram, em documento, a retirarem seus nomes da lista caso não ficassem em primeiro lugar na consulta prévia – votação aberta para toda a comunidade universitária, incluindo os alunos. Dessa forma, o restante dos nomes que integrariam a lista tríplice seriam escolhidos pelo próprio Colégio Eleitoral, composto em sua maioria por professores.                         

Apenas a chapa vencedora na consulta à comunidade acadêmica compôs a lista, que foi completada por outros dois professores que não haviam participado da consulta prévia, realizado campanhas nem comparecido a debates e demonstravam, claramente, não terem interesse em assumir o cargo.

Para o MPF, a conduta dos professores foi antiética e desrespeitou o princípio da representatividade de uma consulta prévia, ao incluírem nomes que não expressam a vontade e a escolha da comunidade acadêmica. A decisão liminar ainda ressalta “o risco de candidatos que nem mesmo se mostraram dispostos a disputar o cargo, sejam escolhidos pelo presidente da República que, como já mencionado, não é obrigado a escolher o mais votado”.  (Com informações Sul News).

 


Fonte: Sul News